EMBRAER

La Aviación militar en Latinoamérica. Organización, pilotos y aviones de guerra. La industria aeronáutica.
OliverBR
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China encomendará aviões à Embraer


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

:shock:
Última edición por OliverBR el 08 Jul 2011, 15:40, editado 1 vez en total.


Wolverine
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La brasileña Embraer vende 35 aviones E190 a compañías chinas

PEKÍN — La empresa brasileña Embraer vendió 20 aviones de tipo E190 a la compañía China Southern y otros 15 aviones E190 a Hebei coincidiendo con la visita oficial que realiza la presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, a China, informaron este martes fuentes de la delegación brasileña.

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Ahhh, ya los Chinos van a piratear aviones de Embraer!, cuánto tiempo pasará hasta que le hagan una copia?


OliverBR
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Embraer entrega 28 aviones en el primer trimestre




http://www.defesanet.com.br/aviacao/not ... -trimestre

:D
Última edición por OliverBR el 08 Jul 2011, 15:42, editado 1 vez en total.


Lorran
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A Dassault Systèmes anunciou que a Embraer S.A., terceira maior fabricante de aviões do mundo, está implantando uma solução 3D completa para a concepção e fabricação dos jatos executivos Phenom e Legacy 500 nas suas fábricas em Melbourne, Flórida (EUA) e São José dos Campos, São Paulo (Brasil). A Fábrica Digital é uma fonte de informações 3D sobre produtos, destinada a reduzir custos de projeto e produção por meio da criação de um único conjunto de planos, modelos de design e instruções de modelos e trabalhos, integrados em uma plataforma segura e colaborativa.

Com o crescente interesse do mercado em jatos executivos, a Embraer passou a demandar tecnologias flexíveis capazes de assegurar operações de manufatura mais ágeis. Com isso, a companhia brasileira pode atender rapidamente às mudanças do segmento, sem deixar de garantir que o trabalho fosse feito em conformidade com as exigências do setor. O desafio era criar uma única plataforma PLM para suas operações de manufatura e chão de fábrica, além de migrar todos os dados relacionados, do papel para um ambiente on-line.

- Nosso objetivo é criar um modelo único de fabricação para aumentar a eficiência, reduzir custos e oferecer um ambiente colaborativo para que projetistas, engenheiros e profissionais de chão de fábrica trabalhem como uma equipe – disse Alexandre Baulé, vice-presidente da área de Sistemas de Informação da Embraer, acrescentando que “seguindo um único roteiro de produto, podemos reagir rapidamente e garantir a precisão dos dados e a perfeição de processos que são cruciais para assegurar o excelente desempenho dos nossos jatos Phenom e Legacy 500”.

Em parceria com a Dassault Systèmes, a Embraer S.A. lançou duas novas iniciativas de design e manufatura como parte de seus programas Phenom e Legacy 500: utilizando a Catia e Delmia para fabricação, produção e design virtual, a Embraer criou uma plataforma 3D para planejamento e detalhamento de processos, balanceamento de carga de trabalho, previsão de custos, cálculos de tempo dos ciclos, bem como um novo processo 3D para validação e otimização de projetos.

Uma fonte-mestre 3D de informações sobre produtos, conhecida como “Definição baseada em modelos”, é usada pelos profissionais de chão de fábrica para acessar projetos, dados e instruções de trabalho a partir de computadores pessoais e tablets.

A plataforma colaborativa Enovia ajuda no planejamento de processos e na simulação da fabricação das aeronaves. Os planos finais são publicados no 3DVIA e ficam disponíveis on-line para uso dos profissionais do chão de fábrica.

Com o desenvolvimento de uma nova arquitetura comum, a Dassault Systèmes abriu caminho para integrar uma solução MES que permite aos profissionais de chão de fábrica e fornecedores de várias localidades acessar os modelos 3D e as instruções mais recentes em tempo real, garantindo a precisão do produto final e do conjunto de instruções.

- A Embraer está investindo em soluções tecnológicas avançadas que ajudem a obter uma redução significativa de custos ao integrar operações importantes de engenharia, projeto e fabricação em um único modelo 3D. Essa economia permite que a Embraer S.A. reinvista recursos em novas oportunidades e iniciativas – disse Marcelo Lemos, gerente geral da Dassault Systèmes na América Latina, acrescentando que “o Brasil é um país que deu contribuições históricas para a indústria da aviação. Esta é uma incrível oportunidade de parceria com a Embraer, uma empresa com total espírito pioneiro”.



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EADS considera alianzas inevitable de los fabricantes de aeronaves



http://www.defesanet.com.br/aviacao/not ... -de-avioes
Última edición por OliverBR el 08 Jul 2011, 15:43, editado 1 vez en total.


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EMBRAER Entrega 200º PHENOM 100


...

Más en: http://www.defesanet.com.br/aviacao/not ... HENOM-100-


:D
Última edición por OliverBR el 08 Jul 2011, 15:44, editado 1 vez en total.


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Embraer deve vender aeronaves para a Venezuela em breve

O Brasil deve vender 20 aviões da Embraer para a Venezuela, atendendo ao apelo do presidente da venezuelano, Hugo Chávez, feito hoje (6). Segundo o assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, o negócio deve ser fechado em breve. Desde 2009, as negociações estão em curso e envolvem aeronaves ERJ 190 e 195 para uso comercial.

As negociações são feitas entre a Embraer e a estatal venezuelana, Conviasa. Em discurso hoje, no Palácio do Planalto, Chávez reclamou das dificuldades de voos entre a Venezuela e países vizinhos.

Em 2009, as articulações entre a Venezuela e o Brasil tiveram de esperar um sinal verde dos Estados Unidos, uma vez que os aviões comerciais negociados têm componentes norte-americanos. O governo norte-americano impõe uma série de restrições à Venezuela.

http://www.jb.com.br/economia/noticias/ ... -em-breve/

:D


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Bulgaria Air é nova operadora de jatos da Embraer

A Bulgaria Air, da Bulgária, é o mais nova compradora de jatos da fabricante brasileira. A companhia vai operar três jatos Embraer 190 a partir de Sófia, capital do país europeu, por meio de um novo acordo com uma empresa de leasing.

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Os novos jatos serão configurados em duas classes, com 108 assentos: oito poltronas na executiva e 100 na econômica. As entregas estão programadas para o primeiro e o terceiro trimestres de 2012.

“Após uma detalhada análise dos destinos para os quais voamos e levando-se em consideração o tamanho, a eficiência e o conforto para o passageiro da aeronave, selecionamos o Embraer 190”, disse o CEO da Bulgaria Air, Yanko Georgiev.

A Bulgaria Air tem sede em Sófia e também opera a partir de Varna e Burgas. Em fevereiro de 2007, foi adquirida pela Chimimport AD, por meio do Bulgarian Aviation Group. A companhia aérea opera voos regulares para 30 cidades na Europa e no Oriente Médio, bem como voos fretados e executivos para mais de 100 destinos. Site: www.air.bg.



:D[/img]


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Cockpit do A-29 Super Tucano

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:wink:


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Invertirán en aerolíneas regionales para mayor conectividad

Proyecto demandará una inversión de US$ 25 millones. Viceministra estima que el sector turismo reciba US$ 100 millones de inversión en el mediano plazo.

La viceministra de Turismo, Mara Seminario, presentó ayer el proyecto de lanzamiento y operación de una aerolínea de vuelos domésticos interregionales, que impulsará 31 rutas en el país y que demandará una inversión de US$ 25 millones.

“Este gran proyecto permitiría llevar turistas a lugares que hoy en día no son atendidos por vía aérea”, afirmó. La inversión inicial implica unos US$ 12 millones.

“Si las grandes líneas no invirtieran, podrían ingresar socios estratégicos en las líneas aéreas regionales. Serían alimentadores del flujo a las regiones”, dijo. El proyecto estima una flota de 10 aviones para 50 y 70 pasajeros con 31 rutas y 189 frecuencias semanales. Posibilitará transportar 620 mil pasajeros al año.


Me parece que EMBRAER facilmente puede satisfacer el requerimiento de este tipo de aviones.

Saludos,
JRIVERA

P.D. El Gobierno de Alan faltandole un mes para terminar recien se da cuenta que es un buen negocio y recoge la propuesta de Ollanta Humala de Tener una Linea Aerea de Bandera.


A triunfar Peruanos !!! que somos hermanos, que sea la victoria nuestra gratitud...Te daré la vida y cuando yo muera, me uniré en la tierra CONTIGO PERU !!!!
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La companhia TACA ya os opera en Peru:

Taca inicia rotas domésticas no Peru com Embraer 190

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A Taca iniciará em 15 de fevereiro do próximo ano as operações de voos diretos e diários entre Lima e as cidades de Trujilo, Juliaca e Tarapoto, todas no Peru. Outra novidade será o aumento do número de voos para Cusco, de 13 para 21 por semana. As ações fazem parte do programa Rotas Peruanas da Taca, que, por fases, pretende se consolidar como uma rede ágil de rotas pelo interior do Peru.

As rotas Lima-Tarapoto e Lima-Trujillo serão operadas por aeronaves Embraer 190, e a Lima-Juliaca, por aviões Airbus 320.

http://www.panrotas.com.br/noticia-turi ... 64063.html


:D


OliverBR
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Noticias así son tan frecuentes que ya ni causan sensacion:

Mega venda da Embraer no Paris Air Show




http://www.aereo.jor.br/2011/06/20/mega ... -air-show/

:D


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Mauritânia treina com Tucano e pensa no Super Tucano


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Treinamento é realizado por instrutores franceses, e reforço aéreo leva em conta necessidades de combater a al-Qaeda, que incorporou armamento proveniente da Líbia
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O site que promove o Super Tucano nos EUA, “builtforthemission.com”, trouxe notícia recente sobre o treinamento de piltos da Mauritânia em turboélices Tucano que pertenceram à Força Aérea Francesa. O site traz link para matéria originariamente publicada no site Magharebia (ligado ao United States Africa Command) e trata dos esforços da Mauritânia para fortalecer suas capacidades militares, por meio da aquisição de equipamentos modernos e de treinamento por parte de estrangeiros.

Segundo o Magharebia, baseado em informações publicadas em 9 de julho pelo jornal espanhol Atenea Digital, pilotos franceses estão treinando as Forças Armadas da Mauritânia “no uso do Embraer Tucano EMB 312-F, um avião brasileiro de relativa alta performance. Como parte do treinamento, voos entre a França e a Mauritânia estão sendo arranjados, com paradas para reabastecimento tanto no aeroporto militar espanhol de Torréjon de Ardoz, nas cercanias de Madri, quanto no Marrocos.” Para isso, a França forneceu quatro aviões Tucano à Mauritânia, no ano passado.

Ainda segundo o jornal espanhol, trata-se de um “prelúdio para a aquisição de aviões Embraer EMB-314 Super Tucano pela Força Aérea da Mauritânia, que são os modelos de melhor desempenho em sua categoria.”

O Magharebia traz a opinião de um especialista em terrorismo, Mohamed Lemine, de que “este é um importante passo. O Exército Mauritano tem atualmente apenas três ou quatro aeronaves, e isso não basta.” E também a opinião do editor chefe do “Quotidien de Nouakchott”, Jedna Deida, de que “entre as ameaças para a integridade territorial do país, o exército nacional está tentando melhorar suas capacidades de ataque aéreo. Os recentes ataques que ocorreram em Wagadou (Mali) e Bassiknou (Leste da Mauritânia) sugerem que veremos constante mobilizações de forças armadas”.

Deida acrescentou que as autoridades do país “contam com a cooperação internacional, especialmente da França, para ajudá-las a proteger o país dos mortais ataques surpresas da AQIM (al-Qaeda in the Islamic Maghreb – al-Qaqeda do Magreb Islâmico)”. Também disse que a luta contra o terrorismo é “uma opção estratégica” para a Mauritânia.

Já para o especialista em assuntos militares Ely Ould Maghlah, a geografia da Mauritânia explica a necessidade de aviões modernos: “O país é vasto e 80% de seu território é formado por desertos. Para controlá-lo, é necessário ter vigilância aérea, que o exército da Mauritânia nunca teve. Desde 2010, os aviões que adquiriu tem demonstrado sua efetividade. Eles dão uma grande vantagem às tropas de terra no que se refere a informação e habilidade para atingir tropas inimigas no solo. É por isso que a Mauritânia está adquirindo um esquadrão de caça, treinando pilotos e pessoal técnico.”

O analista Mahmoud Abou Maali, especialista em grupos armados Islâmicos, diz que “a guerra contra a AQIM pode ser comparada a uma guerra de guerrilhas, e o avião que a Mauritânia vai adquirir já provou sua efetividade na Colômbia. Além disso, a experiência recente mostra que aviões são decisivos. Mesmo assim, novas circunstâncias devem ser levadas em conta, porque mísseis e outras armas poderosas da Líbia caíram nas mãos da al-Qaeda.”

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A reportagem do Atenea Digital, de 9 de julho, acrescenta alguns detalhes das aeronaves e do treinamento no Tucano

Foi no ano passado que o Governo da França entregou à Força Aérea da Mauritânia quatro desses aviões de treinamento básico que acabavam de dar baixa, antecipadamente, na sua Força Aérea (Armée de l’Air), mas que ainda tinham um bom potencial de uso. Na mesma linha está a integração de alferes alunos mauritanos na ‘Academia General del Aire’ (San Javier, Murcia). Recentemente, eles terminaram sua formação na referida academia.

Os aviões foram revisados e acondicionados nas instalações do aeroporto francês de Merignac-Marsella, e entregues no final do ano passado à Força Aérea do país africano. Atualmente, instrutores do Armée de l’Air estão formando seus colegas mauritanos nos Tucanos, que já foram fotografados várias vezes durante escalas de treinamento de voos de trânsito, na Base Aérea de Torrejón de Ardoz (Madri).

As Forças Armadas da Mauritânia estão se convertendo em um dos pilares da ação contra terroristas da Al Qaeda no Magreb. Foi no final de junho que tropas mauritanas, em conjunto com soldados do país vizinho, Mali, destruíram uma base do movimento terrorista em Mali. No combate, foi utilizado o apoio aéreo de aviões de ataque leve SIAI Marchetti/Aermacchi SF-260E armados. Ao menos no papel, a Mauritânia tem quatro dessas aeronaves, cujas capacidades de ataque são muito limitados. A chegada de aviões de ataque mais potentes, como o Super Tucano, seria muito útil para esse tipo de luta.

:mrgreen:


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Super Tucanos de Burkina Faso fazem escala em Recife

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Transitaram por Recife em traslado 3 turboélices Embraer EMB-314 Super Tucano destinados à Força Aerea de Burkina Faso.

Os mesmos deveriam ter decolado ontem pela manhã (7.09), mas devido ao mau tempo permaneceram em Recife, de onde partiriam hoje às 10h com destino a Fernando de Noronha.

As novas aeronaves estão sendo acompanhadas pelo C-130 2470 da FAB para a travessia do Oceano Atlantico. Antes de iniciarem a travessia serão reabastecidas em Fernando de Noronha para depois enfrentarem o caminho até Dakar, de lá seguindo para Burkina Faso.


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Não sabia que Burkina Faso tinha ST; alguem sabe quando foi essa aquisição ou foi ''secreta'' :conf:

Fonte : http://www.aereo.jor.br/2011/09/08/supe ... em-recife/
Última edición por Lorran el 10 Sep 2011, 23:41, editado 1 vez en total.


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Favorito da Guatemala quer Super Tucanos

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Favorito nas eleições presidenciais da Guatemala deste domingo, o general reformado Otto Pérez Molina promete ofensiva contra o narcotráfico e quer contar com armas e equipamentos brasileiros para fortalecer as Forças Armadas.

Pérez Molina se referiu especificamente ao Super Tucano, da Embraer, aeronave considerada mais adaptada para combates em áreas de selva, e espera contar com financiamento brasileiro para as aquisições.

Na entrevista concedida à Folha, por telefone, o candidato do Partido Patriota (conservador) rejeitou o diagnóstico de especialistas que avaliam que o crime organizado e o narcotráfico são uma ameaça ainda mais grave na Guatemala que no México.

“Não creio que estejamos na situação de narcoestado ou de Estado falido. Vai depender do próximo governo enfrentar essa ameaça, esse grande risco que, sim, é latente no país”, disse.

Em meio a uma campanha violenta – ao menos 35 candidatos locais e ativistas foram assassinados -, o país debate o poder de influência do crime organizado nas urnas. Adversários trocam acusações sobre recebimento de dinheiro sujo.

Pérez Molina, 60, vem sendo criticado por não revelar seus doadores de campanha. “Cada um dos doadores tem direito à sua privacidade, por questões de segurança. Pedimos para divulgar seus nomes, mas eles não quiseram. Posso lhe garantir que nosso dinheiro não vem de negócios sujos.”

Acusado por ativistas de direitos humanos de estar ligado a crimes e massacres durante a sangrenta guerra civil do país (1960-1996), o candidato deve se tornar o primeiro presidente de origem militar desde 1986.

Ele nega as acusações e não esteve formalmente envolvido em uma investigação. O general reformado cobra prova dos ativistas e cita sua participação nas negociações de paz de 1996.

A guerra civil na Guatemala deixou 200 mil mortos, a maioria indígenas. Uma Comissão da Verdade sobre o conflito apoiada pela ONU conclui que 93% das mortes foram causadas pelas Forças Armadas e grupos paramilitares relacionados.

Pérez Molina lidera a corrida presidencial de maneira isolada desde que a Justiça guatemalteca vetou a candidatura de Sandra Torres, ex-mulher do atual presidente centro-esquerdista Álvaro Colom.

O divórcio recente do casal presidencial, uma manobra para contornar um impedimento legal, não deu certo, e não há candidatos competitivos de centro esquerda ou esquerda.

Ainda assim, Pérez Molina só deve consolidar a vitória no segundo turno, em novembro.

A seguir, principais momentos da entrevista, feita por telefone.

FOLHA – Alguns analistas dizem que a Guatemala vive ameaça mais grave que o México em termos de atuação do crime organizado. Qual o seu diagnóstico? O sr. promete “mano dura”. Seguirá Calderón no México?

OTTO PÉREZ MOLINA – Há uma grande diferença entre o México e a Guatemala, também pelo tamanho dos cartéis. Lá são muito maiores, mais fortes. Aqui são três cartéis tentando controlar corredores de trânsito de drogas e o que temos é fazer frente a isso e recuperar essas áreas. Não creio que estejamos na situação de narcoestado ou de Estado falido. Vai depender de o próximo governo enfrentar essa ameaça, esse grande risco que, sim, é latente no país. Creio que podemos ter um governo que enfrente o problema sem chegar aos níveis de violência do México.

FOLHA - O sr. concorda que poderá governar um país sem controle total sobre suas fronteiras? Qual a dimensão do cartel mexicano Los Zetas na Guatemala?

PÉREZ MOLINA – Sim. Temos 948 km de fronteira com o México, há muita porosidade, muitos pontos cegos, tráfico de armas, imigrantes ilegais. Há necessidade de um esforço muito grande. Temos de fortalecer tanto a Força Aérea como as bases navais no Pacífico como no Atlântico, porque são locais de passagem da droga.

Houve um deslocamento dos Zetas com a chegada do novo governo mexicano [Calderón] e a presença deles na Guatemala é muito violenta. Das áreas que lhes interessavam expulsaram os grupos locais, cooptaram ou simplesmente os destruíram totalmente. Utilizam métodos muito sanguinários, o que o que lhes fez virar notícia na Guatemala nesses últimos três anos.

FOLHA - Os EUA, com sua crise econômica interna, sinalizam que não deve aumentar significativamente recursos para a luta antidrogas. O que sr. espera de Washington e dos vizinhos?

PÉREZ MOLINA – O que pedimos é que haja uma estratégia regional, que vá desde os EUA até o sul, onde estão os países produtores. O financiamento dos EUA para luta contra o narcotráfico tem sido muito baixo, ou seja, não dependemos deles para fazer esse trabalho.

Países como Brasil podem ter papel importante pelo grau de tecnologia que desenvolveram, no momento que precisamos fortalecer nossa Força Aérea, a Marinha, conseguir radares, construir centros de comando e de controle.

FOLHA – Quais tecnologias brasileiras?

PÉREZ MOLINA – Por exemplo, os aviões como o Super Tucano. O Brasil desenvolveu aviões que são muito adequados para países como a Guatemala, para nossas pistas. Há também necessidade de equipamentos para controlar o tráfico aéreo, radares. Não necessariamente estamos falando de doação, mas de acordos econômicos, que se possa encontrar financiamento no Brasil para adquirir esses equipamentos. Obviamente, o Estado da Guatemala seria o garantidor do pagamento.

Não se pode deixar de lado essa relação econômica. Afinal é uma relação econômica que pode ter impacto direto na questão da segurança no país.

FOLHA - Ativistas vinculam o sr. a violações de direitos humanos na guerra civil. Como se defende?

PÉREZ MOLINA – Há 12 anos saí do Exército e passei esse período como qualquer guatemalteco, quando qualquer denúncia pôde tramitar pelos tribunais do país. Se tivessem realmente provas, argumentos formais (contra mim), estou certo de que já teriam levado aos tribunais. Mas o único que lhes restou é fazer afirmações nos meios de comunicação sem nenhum respaldo.

FOLHA - A Corte Interamericana de Direitos Humanos ordenou no ano passado a reabertura do caso do guerrilheiro Efraín Bámaca, morto em 1992, e a viúva inclui o senhor entre os acusados. O sr. apoia a reabertura das investigações?

PÉREZ MOLINA – Não tenho que reabrir nada. Quem tem de reabrir são os tribunais, e em todo caso eu não tenho nenhuma acusação de violações de direitos humanos nos tribunais. Nesse sentido, estamos tranquilos e estou disposto a me apresentar onde quer que seja porque não tenho nada do que me envergonhar.

FOLHA – O sr. faz autocrítica sobre o papel das Forças Armadas na Guerra Civil e do seu período no Exército?

PÉREZ MOLINA – Os guatemaltecos devemos ter aprendido após termos vivido 36 anos de enfrentamento armado interno. Eu representei o Exército nas negociações e nas assinaturas dos acordos de paz. Estive presente nos acordos substantivos e assinei a paz firme e duradoura há 16 anos. Em mim encontrará uma pessoa disposta à negociação, a soluções pacíficas. Além disso, na minha carreira, em momentos cruciais para o país, tive de defender a institucionalidade e a democracia na Guatemala, como durante o autogolpe de Serrano [1993]. Eu tive de pedir a ele pessoalmente que renunciasse, conforme havia analisado a Corte de Constitiucionalidade. Queremos fortalecer a democracia, a institucionalidade, respeitar os direitos humanos para que o país avance.

FOLHA – Há um debate sobre a influência do narcotráfico nas eleições. A Guatemala pode ter uma versão de Pablo Escobar no Congresso, como ocorreu na Colômbia?

PÉREZ MOLINA – Esse é um risco que sempre está presente, latente. Mas isso depende dos controles que os partidos farão. É um risco no país. Pelo menos nós temos sido muito cuidadosos com isso. Os guatemaltecos estaremos alertas.

FOLHA - Os especialistas cobram que medida para coibir a contaminação é a transparência nas doações de campanha. Por que o sr. não revela seus doadores?

PÉREZ MOLINA - Claro, resolver o problema passa por fazer mais transparentes os financiamentos de campanha. O que posso dizer, e isso todo mundo sabe, é que meu financiamento veio do setor empresarial basicamente, dos próprios integrantes do partido. Fizemos pública nossa bandeira de combate frontal ao narcotráfico. Os cartéis sabem que se ganha Otto Pérez e o Partido Patriota terão um governo que combate o crime organizado. O último lugar que apostariam é nossa campanha, por isso foram buscar outros partidos, que poderiam lhes dar algumas posições.

Cada um dos doadores tem direito à sua privacidade, por questões de segurança. Pedimos para divulgar seus nomes, mas eles não quiseram e nós respeitamos a privacidade deles. Posso lhe garantir que nosso dinheiro não vem de negócios sujos. Só quatro pessoas estão autorizadas a receber dinheiro em nome da campanha.

FOLHA - Falamos do crime organizado, mas também se diz que estruturas paraestatais armadas e de inteligência, herança da guerra, são também um problema. O que sr. diz?

PÉREZ MOLINA - Eu diria que não, isso ficou no passado. Temos na Guatemala uma comissão com apoio de doadores e da ONU cujo principal esforço é lutar contra essas estruturas paralelas que poderiam haver sido criadas. Que haja estruturas paralelas a essa altura vai ficando como um mito. É uma realidade que não existe mais. O que é há é o crime organizado, essa é a ameaça emergente.

FOLHA - Qual são as três metas que o sr. quer alcançar ao final do mandato, se for eleito?

PÉREZ MOLINA – Queremos diminuir os níveis de homicídios, de assaltos e secretos. Outro desafio é a economia e os níveis de pobreza e problema extrema níveis de desnutrição infantil crônica entre os menores de cinco anos. Uma Guatemala segura, um país com crescimento econômico e com oportunidades e um país onde as maiores desigualdades sociais estarão reduzidas.



Fonte :http://www.aereo.jor.br/2011/09/10/favorito-da-guatemala-quer-super-tucanos/


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